A história de Maria:
Maria, uma menina de 10 anos alegre, mas tímida, que adorava a escola. Era o segundo ano em que lá estava, tinha boas notas e destacava-se pelas redacções que fazia. A certa altura começou a chegar a casa tensa. Explodia à mais simples contrariedade e deixou de falar com a mesma espontaneidade do colégio, das amigas e dos demais colegas. Preocupada, a mãe percebeu que algo se passava, mas não conseguiu que Maria contasse logo à primeira.
Foi num dia de grande frustração que Maria desabafou. Contou que uma das suas colegas, curiosamente aquela com quem mais estava desde que entrou para aquela escola, começou a excluí-la. Fazia-o dizendo calúnias sobre ela às outras, levando a que nenhuma a convidasse para as suas festas ou mesmo para irem umas à casa das outras como às vezes faziam. Em princípio Maria não ligava, mas quando começou a ver-se isolada passou a reagir. A sua reacção só reforçava a sua imagem negativa perante as demais. Maria começou, então, pouco e pouco, a auto-isolar-se. A tristeza e a revolta eram demasiadas
Sinais de alerta
Há meninas e adolescentes que passam anos sem que ninguém perceba que estão a ser vítimas de humilhações e intimidações. Esteja atenta a estes sinais:
• Tristeza
• Abatimento
• Isolamento
• Menos telefonemas e mensagens escritas
• Contactos sociais Reduzidos
Mas o que é que leva rapazes e raparigas a agirem de forma diferente? “Os rapazes dão valor à liderança, à força física, ao domínio sobre os colegas, às competências desportivas”, comenta a psicóloga. E continua: “O género feminino, por outro lado, valoriza a partilha, a intimidade, o estabelecimento de redes de amizade. Elas têm o que consideram amigas íntimas, enquanto eles têm uma rede de conta-ctos sociais muito alargada.”
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ResponderExcluirOlá pessoal da 73!
ResponderExcluirExcelente a iniciativa do blog. É um assunto que tem muito o que render, porque está ligado diretamente à experiencia dos alunos.
Eu também já passei pelo inferno do Bullying. Na 5a. série, havia dois meninos cuja única ocupação era me debochar, depreciar, ridicularizar. Eu tinha o perfil de vítima potencial dos valentões: era tímida, franzina e não sabia me defender: "chorava no cantinho" quando sofria opressão. Fui à direção, chamaram os dois, mas isso só fez com que eles ficassem com raiva e aumentassem as agressões. Acabei o ano com uma gastrite nervosa, notas baixas (peguei recuperação e não reprovei por pouco)e minha auto-estima destroçada. No ano seguinte, reprovei, afinal, era normal eu ser o "courinho" dos outros colegas. A situação só mudou quando recuperei minha auto-estima e aprendi a me defender.
Essa é a minha história. Sou professora, mas sei bem o que é sofrimento de aluno. Seria legal se vocês colocassem no blog experiências de vocês e dos colegas. Não precisa se identificar nem citar nomes. Mas poderiam fazer um levantamento sobre o bullying no Paulo Couto.